METRO NORTE

Este canal de noticias foi criado pelo prof Fernando Melo com o objetivo de divulgar informação da Região Metropolitana Norte do Recife, publicada nos diversos meios de comunicação de Pernambuco.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Maternidade de Abreu e Lima deixa de fazer partos por falta de médicos

Nesta quinta (12), não havia obstetra, neonatologista nem anestesista por lá. 
De acordo com secretária de Saúde, motivo é suspensão de gratificação.

Do G1 PE
Uma maternidade sem médico obstetra. O endereço da contradição é a Rua Caruaru, onde fica o Hospital e Maternidade de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. A unidade de saúde é referência em realização de partos na região e atende a cinco municípios que, juntos, somam quase 300 mil habitantes.
O problema é que, desde o início do ano, a maternidade sofre com a falta de médicos. No início da manhã desta quinta-feira (12), a reportagem da TV Globo esteve no local e atestou que não havia obstetra, neonatologista, neurologista nem anestesista. A denúncia, feita por moradores, foi veiculada no NETV 1ª Edição. [Veja vídeo acima]
No hospital e maternidade, a recepção está tomada por cadeiras vazias. Mais adiante, muitos leitos se encontram na mesma situação, sem pacientes. Funcionários disseram que, de acordo com a escala, não haveria médico obstetra para o plantão que vai até as 19h. Na noite anterior, também não havia nenhum especialista em partos. A situação do hospital é tão difícil que nem o telefone está funcionando – opera somente chamas internas, entre ramais.
Frustração e revolta para o cantor João do Morro, que durante a madrugada foi pela terceira vez na mesma semana tentar atendimento para a mulher Luana, grávida de oito meses e meio. “Fui três vezes e a resposta deles é que não tem obstetra. Minha esposa está com sangramento, com fortes dores e não foi atendida. É chato, constrangedor passar por essa situação. A gente só quer ser atendido. Uma maternidade sem obstetra, eu só quero saber por que ele está aberta”, reclamou o artista. O casal decidiu ir ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife.
O discurso protocolar dos funcionários da maternidade de Abreu e Lima, no entanto, é para que as gestantes procurem o Hospital Tricentenário, em Olinda. Foi essa orientação que ouviu a dona de casa Zara Martins, grávida de oito meses. Ela mora em Igarassu, município que encaminha suas gestantes para Abreu e Lima, referência na região.
“Estou com dor desde as 5h. Me mandaram vir para cá, mas está sem obstetra. É um descaso”, esbravejou. A mãe dela, Maria do Carmo Martins, fez coro à reclamação: “Minha filha está entrando no oitavo mês, pode ser uma gravidez de risco e acontece isso. Essa é a situação da nossa saúde pública”.
De acordo com a secretária de Saúde de Abreu e Lima, Sônia Arruda, a falta de médicos na unidade se deve à falta de recursos. "Com a chegada da crise, mantivemos o salário-base de todos os médicos, mas não tivemos condições de manter a gratificação de R$ 1.500 que era paga. Voltamos a pagar o salário-base de R$ 5.500 e alguns profissionais começaram a pedir demissão. Fizemos uma seleção simplificada em janeiro mas muitos selecionados, com contratos assinados para começar a trabalhar no dia 1º de fevereiro, não compareceram para assumir os seus plantões. Estamos com vários plantões abertos na maternidade", explicou. De acordo com ela, não há anestesista na unidade desde outubro de 2015.
A secretária afirmou ainda que a Prefeitura já procurou o Governo do Estado para falar sobre a dificuldade financeira. "O Estado tem se mostrado aberto à discussão, mas não avançamos ainda na questão dos recursos", destacou. Sônia Arruda garante, no entanto, que até o dia 31 de maio novos obstetras e neonatologista já devem estar contratados.
Tricentenário
Diante do problema da falta de médicos em Abreu e Lima, o Hospital Tricentenário informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que houve um aumento na demanda de pacientes oriundos de Abreu, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá e Araçoiaba. Segundo o comunicado, “no último mês, a unidade realizou aproximadamente 600 partos e cerca de 25% foram de pacientes residentes” nesses municípios.
Fonte: G1

terça-feira, 10 de maio de 2016

Moradores de Olinda usam barcos para transitar por áreas alagadas

Cidade teve 192 mm de chuva, entre 7h de segunda e 7h desta terça (10).
Em alguns bairros, no entanto, o problema é a obra do Canal do Fragoso.

Do G1 PE
Olinda foi uma das cidades da Região Metropolitana a registrar um dos maiores índices de chuva nos últimos dias. A prefeitura notificou uma precipitação de 192 milímetros, das 7h de segunda-feira (9) às 7 desta terça-feira (10). Como se não bastasse o temporal, os moradores de alguns bairros enfrentam um problema ainda maior. A água está demorando a escoar e muita gente ainda estava ilhada no fim da manhã desta terça-feira. Para transitar, só de barco. [Veja no vídeo acima]
O maior vilão de quem mora na região de Jardim Fragoso, por exemplo, é a obra de um canal. O projeto, orçado em R$ 300 milhões, vem saindo do papel a passos lentos. No local da obra há máquinas paradas. Resultado: sair de casa só enfrentando a água suja.
Imagens aéreas mostram a dimensão do drama de quem vive nas áreas pero do Canal do Fragoso. Ninguém consegue perceber onde começa a rua e onde termina a calha do curso-d’água. Do alto, vira tudo uma mancha, um mar de lama. [Veja na foto abaixo]
Imagens aéreas mostram o transbordamento do Canal do Fragoso, em Olinda (Foto: Reprodução / TV Globo)Imagens aéreas mostram o transbordamento do Canal do Fragoso, em Olinda (Foto: Reprodução / TV Globo)
O morador Erinaldo  Araújo chegou a chorar ao falar da situação no bairro. Ele disse que a água nunca demorou tanto a ir embora. “Infelizmente, a gente mora aqui”, sublinhou.
Problema também para os moradores de Casa Caiada. A Rua Caetano Ribeiro virou um rio.  Quem teve condições, se refugiou no primeiro andar das casas. Até cobras apareceram no meio da água. O dono de uma oficina mecânica desabafou: “É só prejuízo. E desespero”, afirma Eduardo Santos.
Para sair de casa nesta terça-feira (10), moradores tiveram que usar barcos (Foto: Reprodução / TV Globo)Para sair de casa nesta terça-feira (10), moradores tiveram que usar barcos (Foto: Reprodução / TV Globo)
Explicações
O secretário de serviços Públicos de Olinda, Manoel Sátiro, afirmou que o município buscou ajuda do governo do estado, responsável pela obra do canal, para amenizar o sofrimento dos moradores da área de Fragoso.
Ele garantiu que medidas paliativas estão sendo tomadas para permitir o escoamento emergencial da água acumulada. Como o canal só fica pronto em 2017, será necessário fazer ações urgentes.
“Estamos com técnicos e engenheiros na área para  melhorar a situação das pessoas”, declarou. A Secretaria de Habitação de Pernambuco, que comanda o projeto de reforma e ampliação do canal, informou, por nota, que seus engenheiros e técnicos estão atuando na área para amenizar o sofrimento das famílias.
A situação de  algumas áreas de Olinda, na manhã desta terça, era tão complicada quanto no Recife, onde o número de famílias desalojadas na capital chega a 100. A capital pernambucana registrou em 36 horas, entre a noite de domingo (8) e esta terça-feira (10), 201 milímetros de chuva. Isso equivale ao índice de precipitações previsto para 21 dias de maio, de acordo com a média histórica, que é de 328 milímetros.
Números
Por causa do temporal, a Defesa Civil de Olinda registrou três desabamentos de muro e nove desmoronamentos parciais de imóveis. Dois caíram totalmente. Foram 15 deslizamentos de barreiras. Moradores fizeram 44 solicitações de proteção por lonas.
Água do temporal de segunda-feira (9) não escoou, em bairros como Jardim Fragoso e Casa Caiada, em Olinda (Foto: Reprodução / TV Globo)Água do temporal de segunda-feira (9) não escoou, em bairros como Jardim Fragoso e Casa Caiada, em Olinda (Foto: Reprodução / TV Globo)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Moradores fecham a rodovia PE-01 em Pau Amarelo e cobram soluções dos alagamentos

Moradores fecham a rodovia PE-01 em Pau Amarelo por motivos de alagamentos (2)
Um grupo de moradores protestam, nesta segunda-feira (09), na Avenida PE-01, exatamente no Bairro de Pau Amarelo em Paulista, os mesmos estão denunciando os alagamentos nas ruas paralelas da comunidade.

Segundo leitores do Informe-PE, que estão no local, o protesto bloqueia os dois sentidos da via e tem o intuito de chamar a atenção do Prefeito Junior Matuto (PSB), para que  o gestor tome conhecimento do abandono em que o bairro se encontra.

“Moro aqui há três  anos, e nunca presenciei uma situação tão deplorável, parece que moramos dentro de um rio. O prefeito Junior Matuto prometeu diminuir nossos problemas e só ficou na conversa” disse o jovem Ruan Dias.
Fonte: Blog Informe-PE

Alagamentos em vários pontos de Olinda

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
A manhã foi de muita chuva e congestionamento na Região Metropolitana do Recife (RMR), nesta segunda-feira (9). Várias ruas ficaram alagadas, como é o caso da Avenida Presidente Kennedy, em Olinda, causando transtornos à população.

Assim como aconteceu na semana passada, algumas pessoas utilizaram um pequeno barco para se locomover na Presidente Kennedy. Quem passou pela Perimetral, em Olinda, encontrou muito engarrafamento e buracos na via.

Confira as imagens:
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Fonte: Blog Informe-PE

PAULISTA: PRAÇAS ABANDONADAS





A cidade do Paulista, vive seus dias de completo abandono por parte do poder público.  Enquanto as milionárias propagandas mostram para o mundo uma cidade ilusória, existente apenas na mente fértil de quem as produz, os moradores são obrigados a conviver com o completo abandono de seus logradouros públicos. As imagens abaixo mostram a situação da Praça do Girador  em Maranguape I e a Praça Cel. Alberto Lundgren. Situação que não difere das demais.







































Fonte: Blog Opinião Brasil / Ariadne Morais

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Detento morre e outros sete ficam feridos na PAISJ

Thu May 05 11:31:00 BRT 2016 - Do FolhaPE
Clemilson Campos/Arquivo Folha
Um detento morreu e outros sete ficaram feridos, na manhã desta quinta-feira (5), em um tumulto registrado na Penitenciária Agroindustrial São João (PAISJ), em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), o setor de inteligência está no local e vai apurar a morte de Ailson Barbosa Laurindo, de 32 anos.
De acordo com a Seres, os feridos foram encaminhados para unidades de saúde de Itamaracá, Itapissuma e para o Hospital da Restauração, no Recife. O tumulto, ainda segundo a Seres, já foi controlado.
Ainda durante a manhã desta quinta, uma arma foi apreendida no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALB), uma das unidades que integra o Complexo do Curado, no bairro do Sancho, na Zona Oeste do Recife. O revólver calibre 38 foi encontrado por agentes da unidade, do Grupo de Operações e Segurança da Secretaria (Gos) e da Gerência de Inteligência (Giso).
Arma
Outro revólver calibre 38 foi encontrado na noite da última quarta (4), no Presídio Frei Damião de Bozzano, outra unidade que integra o Complexo. A arma foi encontrada pela surpevisão de segurança do presídio. Segundo a Seres, nove armas de fogo foram apreendidas em unidades prisionais do Estado somente neste ano.
Fonte: Folha de Pernambuco

quarta-feira, 4 de maio de 2016

MPPE DENUNCIA LIXO ACUMULADO EM PRESÍDIOS EM ITAMARACÁ

Tue May 03 23:16:00 BRT 2016 - Wilson Maranhão, da Folha de Pernambuco
Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Cenário é de total descaso com a presença de montanhas de resíduos nos três espaços prisionais de Itamaracá
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pretende mover nesta quarta-feira (4) novas ações contra o município de Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife (RMR), pelo descumprimento da liminar que determina que a prefeitura faça o recolhimento do lixo duas vezes por semana nas três unidades prisionais da ilha.
O cenário, tanto na parte interna quanto na parte externa, é de total descaso pela presença de montanhas de lixo nos três espaços prisionais: as penitenciarias Agroindustrial São João (PAI) e Professor Barreto Campelo, além do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP).
Diante às reclamações de agentes penitenciários e presos, o MPPE informou que vai requerer ao juiz da comarca de Itamaracá, Romero Aquino, a prisão preventiva do prefeito do município, Paulo Batista. Segundo a Promotoria da Vara de Execuções Penais, o gestor está praticando ato de improbidade administrativa por não cumprir a liminar concedida pela Justiça no último mês de fevereiro.
“O prefeito está sendo leviano em não cumprir a determinação da Justiça. A população carcerária nas três unidades é de quase cinco mil pessoas e são munícipes. Fato que faz a situação ficar ainda pior, uma vez que o município recebe verbas a mais do Fundo de Participação de Municípios ‘FPM’ e não destina o dinheiro para o cumprimento do serviço de coleta”, destacou o promotor Marcellus Ugiette.
Folha de Pernambuco visitou nesta terça-feira (3) as três unidades e ouviu o relato de quem convive diariamente com a presença do lixo. Na Barreto Campelo, com população carcerária de quase 2,4 mil presos, a coleta não é feita há dois meses, o que acumulou a montanha de 120 toneladas de lixo orgânico que fica isolada na área de convivência dos reenducandos.
Procurado pela Folha, o prefeito Paulo Batista rebateu as denúncias. Ele alegou que as coletas não estão sendo feitas porque a empresa contratada para o serviço tem dificuldade para entrar nas unidades. “Nenhum trabalhador quer entrar em um presídio para coletar lixo. Eles têm medo. Além disso, o Estado não faz a parte dele em ensacar os resíduos e transferir todo o material para o lado de fora.”
Segundo ele, o município se compromete a coletar os resíduos da PAI na próxima sexta e do HCTP na próxima semana. Perguntado sobre possíveis sanções do MPPE, o gestor disparou. “Não tenho ciência de sanções contra a minha administração. Estou tranquilo”, comentou Batista.
    Em nota, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informa que é de competência da Prefeitura de Itamaracá recolher o lixo nas unidades prisionais e que quatro mil sacolas estão sendo distribuídas mensalmente para as unidades

    Fonte: Folha de Pernambuco

    terça-feira, 3 de maio de 2016

    MPPE requisita ao Iphan vistoria no prédio do Museu de Arte Contemporânea de Olinda

    Museu de Arte Contemporânea de Olinda 1
    O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou Inquérito Civil para averiguar a situação estrutural do Museu de Arte Contemporânea de Olinda (MAC), localizado no Sitio Histórico da cidade. Uma denúncia foi encaminhada ao MPPE pelo artista Renato Valle, dá conta da falta de condições do MAC para abrigar adequadamente as obras existentes em seu acervo, assim como de garantir e preservar a integridade desse patrimônio.

    Por meio do Inquérito, o MPPE requisita ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e à Secretaria Municipal de Patrimônio e Cultura (Sepac), a realização de vistoria nas dependências do complexo que abriga o museu.

    O relatório técnico da vistoria deverá informar: o regime jurídico ao qual o MAC está submetido e se é tombado a nível estadual e federal; o estado físico do local, mencionando-se as avarias, degradações e riscos constatados, bem como as obras necessárias à conservação e restauração, sobretudo as emergenciais; descrição das intervenções que vêm sendo feitas no local nos últimos anos, inclusive culturais; outras informações que os órgãos em questão julgarem pertinentes.

    De acordo com a 3ª promotora de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda, com atuação na defesa do Meio Ambiente, Urbanismo, Habitação e Patrimônio Histórico e Cultural, Belize Câmara, o MAC é um dos museus mais importantes da América Latina, pela qualidade e relevância das 4 mil obras do seu acervo permanente, dentre elas, a coleção completa de Assis Chateaubriand, fundador dos Diários Associados.

    No Inquérito Civil, Belize Câmara ainda informa que além da degradação física, faltam outros investimentos na área, principalmente em segurança e abastecimento d’água, além de ausência de atratividade do local.

    Atualmente, o complexo cultural é mantido pela Fundarpe. O órgão comprometeu-se a elaborar um laudo para iniciar um processo de recuperação e reforço estrutural do prédio. Não há prazo definido para o começo das obras.
    Fonte: Blog Informe-PE

    segunda-feira, 2 de maio de 2016

    Baobá é derrubado para construção da Via Metropolitana Norte

    Obra é alvo de questionamentos por parte do Ministério Público e ativistas
    Publicado em 02/05/2016, às 06h00
    Derrubada de cerca de mil árvores para o projeto preocupa ativistas / Sérgio Bernardo
    Derrubada de cerca de mil árvores para o projeto preocupa ativistas
    Sérgio Bernardo
    JC Online

    Chegou ao fim, neste fim de semana, um capítulo da polêmica envolvendo a Via Metropolitana Norte, corredor viário entre Olinda e Paulista. Parte das obras estava parada devido a uma liminar obtida pelo Ministério Público de Pernambuco com base na falta do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA RIMA) por parte do Governo. Apesar de esforços de ativistas, as ações tiveram continuidade com a revogação da liminar por parte do Tribunal de Justiça do Estado e, neste fim de semana, veio abaixo um dos principais símbolos da luta contra a realização da obra sem os estudos necessários: um baobá.
    Considerada uma das obras de infraestrutura mais importante dos últimos anos em Olinda, a Via Metropolitana Norte, anunciada em 2013, consiste em um projeto de 6,1 quilômetros, entre o Terminal da PE-15, em Olinda, e as imediações da Ponte do Janga, em Paulista. A obra prevê duas pistas de 10,5 metros cada, ambas com três faixas de rolamento, além de ciclovia. O projeto e sua execução, no entanto, foram cercados de contestações.
    A promotora Belize Câmara entrou, em abril do ano passado, com liminar pedindo a paralisação do projeto em função da falta de estudos ambientais apropriados. Como um dos trechos do projeto, entre os bairros de Jardim Atlântico e Jardim Fragoso, perpassa área com vegetação de preservação permanente, o MPPE entende que a derrubada de cerca de mil árvores, além do alargamento do canal por onde passa o Rio Fragoso e das desapropriações, só seriam possíveis mediante a apresentação do Rima.
    “O Ministério Público não é contra a construção. O que nós questionamos desde o início foi a falta de estudos aprofundados sobre o impacto ambiental e social do projeto, como é previsto por lei. Esses estudos são importantes inclusive para apresentar alternativas que sejam menos danosas para o meio ambiente e para a população. O baobá, que gerou muita comoção e, infelizmente, foi derrubado recentemente, é apenas um símbolo de um problema muito maior, que é o conjunto da obra”, afirma Belize Câmara.
    Segundo o governo do Estado, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) validou a continuação das obras a partir de novos estudos ambientais, tendo o respaldo também da alteração na lei nº 11.206, que dispõe sobre a Política Florestal do Estado, aprovada pela Alepe em setembro de 2015. Com a mudança, o EIA-RIMA não é mais exigido para autorizar a supressão de vegetação nas áreas de preservação permanente quando se trata de obras de interesse público.
    Fonte: Jornal do Comercio

    domingo, 1 de maio de 2016

    ABANDONO E RUÍNAS NAS CAPELAS RURAIS DE IGARASSU

    Por: Marcionila Teixeira - Diário de Pernambuco
    Publicado em: 24/04/2016 18:32 Atualizado em: 24/04/2016 18:46

    Mato quase cobre o muro que fica por trás São João Batista de Gereré. Crédito: acervo familiar (Mato quase cobre o muro que fica por trás São João Batista de Gereré. Crédito: acervo familiar)
    Mato quase cobre o muro que fica por trás São João Batista de Gereré. Crédito: acervo familiar
    Capelas rurais de Igarassu, remanescentes do século 18, estão em ruínas ou em processo de arruinamento. Exemplares de valor histórico, artístico, turístico e cultural, os imóveis são o retrato da depredação, do roubo e do descaso com o patrimônio na Região Metropolitana do Recife. A Prefeitura de Igarassu calcula 13 capelas na zona rural do município. Desse total, duas estão em ruínas, três com uma conservação ruim e outras duas em situação considerada regular. Outras seis estão em bom estado, aponta um documento da Secretaria Municipal de Cultura. O isolamento dos templos facilita a ação dos vândalos, consideram especialistas.
    Um exemplo é a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, templo em arquitetura neoclássica localizado em Pasmado, às margens da BR-101. A igreja tombada pela Fundarpe, pertence ao Grupo Votorantim. Apesar de graves sinais de depredação, o prédio é considerado em conservação regular. Sua última reforma ocorreu em 1986. No entorno, não há sinal de moradias. Só há mato e cana de açúcar.

    Das sete portas de madeira, apenas uma sobrou. As demais foram arrancadas. O mesmo aconteceu com as cinco janelas. Quatro delas foram roubadas. Os dois vitrais laterais também foram destruídos. Nas paredes, pichação. No chão, muito lixo. Nem mesmo a escadaria em madeira resistiu aos saqueadores. Um trabalhador do entorno da Nossa Senhora da Boa Viagem comentou ter visto um grupo de pessoas usando um detector de metais da capela em busca de objetos valiosos.
    “Ao longo dos anos, as usinas compraram as casas do entorno das capelas e derrubaram os imóveis para plantar cana. Acredito que as igrejas foram deixadas de pé por causa de superstição ou crença religiosa. Muitas delas chegaram a ter plantação de cana até mesmo no terreno, mas resistiram”, lembra João Morais, secretário de 

    Turismo e Cultura de Igarassu.
    Das cinco capelas em situação considerada mais grave, ou seja, em ruínas ou em estado ruim, duas pertencem à Usina São José (Grupo Cavalcanti Petribu), uma ao estado e outras duas às famílias Chacon e Fraga. A maior parte dos templos, diz o documento, está nas mãos da Usina São José (quatro) e da Arquidiocese de Olinda e Recife (três). O fato da maioria delas não ter proteção legal, oito ao todo, facilita ainda mais o estado de abandono. Apesar do tombamento não impedir a ação dos vândalos, como acontece com a Nossa Senhora da Boa Viagem.

     

    [Patrimônio

     
     Capelas rurais de Igarassu 

     
    1. Igreja da Nossa Senhora
    da Boa Viagem, Pasmado,
    proteção legal estadual,
    de propriedade do Grupo Votorantim, uso turístico, conservação regular

    2. Igreja do Senhor Bom Jesus, Engenho do Meio,
    não tem proteção legal,
    propriedade da Usina São José, uso turístico, em ruínas

    3. Capela de Nossa
    Senhora da Piedade,
    Engenho Piedade, não
    tem proteção legal,
    propriedade da Usina
    São José, uso turístico
    e religioso, em bom
    estado de conservação

    4. Igreja de São João Batista, Engenho Mussupinho, não tem proteção legal,
    propriedade da Compesa,
    uso turístico, em ruínas

    5. Igreja de Nossa Senhora das Dores das Sete Chagas, Três Ladeiras, não tem
    proteção legal, propriedade
    da Arquidiocese de Olinda
    e Recife, uso religioso
    e turístico, em bom estado
    de conservação

    6. Igreja de Nossa Senhora das Dores, Nova Cruz,
    proteção municipal, propriedade da Arquidiocese de Olinda e Recife, uso
    religioso e turístico, em
    bom estado de conservação
    7. Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Gongaçary, Cuieiras, não tem proteção legal, propriedade do Grupo Votorantim, uso turístico,
    bom estado de conservação
    Fonte: Diário de Pernambuco