METRO NORTE

Este canal de noticias foi criado pelo prof Fernando Melo com o objetivo de divulgar informação da Região Metropolitana Norte do Recife, publicada nos diversos meios de comunicação de Pernambuco.

sábado, 4 de abril de 2020

Saiba como fazer uma máscara de pano para se proteger do coronavírus


Desde o início da pandemia do coronavírus, as máscaras de proteção começaram a sumir das prateleiras. No entanto, as máscaras de tecido feitas em casa podem ser um grande aliado no combate à propagação do coronavírus no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a eficácia das máscaras caseiras já está sendo comprovada por pesquisas científicas. "Qualquer pessoa pode fazer sua máscara de pano e utilizar, que vai estar ajudando o sistema de saúde", garantiu o ministro. 
Para ser eficiente como uma barreira física e impedir a propagação do novo coronavírus por meio de gotículas no ar, a máscara caseira precisa ter pelo menos duas camadas de pano, ou seja dupla face, segundo orientação do Ministério. Além disso, a pasta destaca que o equipamento de proteção é individual e não pode ser compartilhado. "As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais", destaca comunicado do Ministério.
“Você pode fazer uma máscara ‘barreira’ usando um tecido grosso, com duas faces. Não precisa de especificações técnicas. Ela faz uma barreira tão boa quanto as outras máscaras. A diferença é que ela tem que ser lavada pelo próprio indivíduo para que se possa manter o autocuidado. Se ficar úmida, tem que ser trocada. Pode lavar com sabão ou água sanitária, deixando de molho por cerca de 20 minutos. E nunca compartilhar, porque o uso é individual”, explica Luiz Henrique Mandetta. “Máscaras de pano para uso comunitário funcionam muito bem e não são caras de fazer. Porque, agora, é lutar com as armas que a gente tem. Não adianta a gente lamentar que a China não está produzindo. Vamos ter que criar as nossas armas, e elas serão aquelas que nós tivermos”, completou Mandetta.

Saiba como fazer sua máscara

Dicas de como fazer sua máscara foram divulgadas pelo Ministério da Saúde. Confira:
  • Em primeiro lugar, é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras;
  • A máscara deve ser usada por cerca de duas horas. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;
  • Mas atenção: a máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face;
  • Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;
  • Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;
  • Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de dez minutos;
  • Para cumprir essa missão de proteção contra o coronavírus, serve qualquer pedaço de tecido, vale desmanchar aquela camisa velha, calça antiga, cueca, cortina, o que for.

Para proteger você e sua família, o Ministério da Saúde orienta a produção de modelos simples, de pano, que também funcionam como barreiras na propagação da doença
Divulgação / Ministério da Saúde

Pequena fábrica no Ibura

A costureira Dulce Dias, de 67 anos, transformou o quarto da casa dela no Ibura, na Zona Sul do Recife, em uma pequena fábrica. Ela produz máscaras de tecido para que a população possa se proteger contra o novo coronavírus. Atualmente, ela faz cerca de 500 máscaras por dia e vende a unidade por R$ 5. 
Fonte: TV Jornal

Com três casos, Paulista registra as primeiras ocorrências do novo coronavírus


Dentre as 136 ocorrências totais divulgadas na tarde desta sexta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) por conta da pandemia do novo coronavírus em Pernambuco, três delas são em Paulista, que ainda não havia registrado nenhum caso da Covid-19 até então. Diante do cenário, a secretária de Saúde do Paulista, Fabiana Bernart, afirmou que os registros não trazem surpresa e reforçou as recomendações dos órgãos de saúde. 

“Já esperávamos que o coronavírus chegasse em Paulista. Como estamos na Região Metropolitana, já estávamos esperando o registro de casos confirmados aqui a qualquer momento. Portanto, já temos três casos de COVID-19 aqui”, afirmou Fabiana.

“Todas as medidas que tomamos desde os primeiros dias de notificação de casos no estado, e (com) a maioria dos moradores do Paulista obedecendo a orientação médica de ficar em casa, retardamos o surgimento de casos no nosso município. Agora, mais do que nunca, temos que ficar em casa. Só assim vamos diminuir a circulação do vírus na cidade”.

Nas últimas 24 horas, foram 30 novas ocorrências no estado, onde também registrou-se mais uma morte - totalizando dez -, além das 17 recuperações desde o início da pandemia. Além de Paulista, aliás, os casos estão distribuídos em outros 13 municípios: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata, Palmares, Belo Jardim, Caruaru, Petrolina, Ipubi, Aliança, Goiana. Há ainda ocorrências no arquipélago de Fernando de Noronha 

Fonte: Diário de Pernambuco.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Entenda de uma vez por todas a quantidade ideal de água que você deve ingerir por dia


A água é uma substância presente em todos os seres vivos, mas, em alguns, ela se apresenta em maior quantidade que em outros. O corpo humano, por exemplo, é composto de água, entre 70 e 75%. Ela é o principal componente das células. O "problema" é que a água não é estocada em nosso corpo, por isso, deve ser reposta diariamente.
Mas afinal, quanta água você deve beber por dia? É uma pergunta simples, mas sem uma resposta fácil. Estudos produziram recomendações variadas ao longo dos anos. Mas suas necessidades individuais de água dependem de muitos fatores, incluindo a sua saúde, a sua atividade e o local onde você mora. Hoje em dia, aplicativos como o Beber Água, da App Rover, podem deixar o trabalho mais fácil para os que se esquecem de se hidratar. Porém, é preciso entender que cada caso é um caso.

Nenhuma fórmula única serve para todos. Mas saber mais sobre a necessidade de líquidos do seu corpo lhe ajudará a estimar a quantidade de água a ser consumida por dia.

Os benefícios da água

A água é o principal componente químico do seu corpo, que depende da água para sobreviver. Cada célula, tecido e órgão precisa de água para funcionar corretamente. A água é um poderoso solvente e está relacionada com praticamente todas as reações do nosso corpo. Ela também atua nos processos fisiológicos, como a digestão e é fundamental para o transporte de substâncias, como o oxigênio, nutrientes e sais minerais. Mais do que isso, a água:
• Limpa os resíduos através da micção, transpiração e evacuação;
• Mantém sua temperatura normal;
• Lubrifica e amortece as articulações;
• Protege os tecidos sensíveis;

A falta de água pode levar à desidratação – uma condição que ocorre quando você não tem água suficiente no corpo para realizar as funções normais. Ficar muito tempo sem ingerir esse líquido tão precioso é uma característica comum dos usuários da internet que passam horas a fio concentrados e não se lembram da água. Isso é mais comum ainda com os usuários adeptos dos jogos online (principalmente aqueles mais emocionantes, como os melhores cassinos online no Brasil). Afinal, quem pensaria em deixar a tela do computador para beber água quando o assunto é ganhar dinheiro?
De quanta água eu preciso, de fato?

Algumas perdas insensíveis de água corpórea acontecem pela pele. (FONTE: Pexels)
Todos os dias você perde água através da respiração, transpiração, urina e evacuações. 

Para que seu corpo funcione corretamente, você deve reabastecer o suprimento de água consumindo bebidas e alimentos. Então, de quanta água o adulto médio e saudável que vive em um clima temperado precisa?

O The National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine determinou que uma ingestão diária adequada de líquidos é a seguinte:

• Cerca de 15,5 xícaras (3,7 litros) de líquidos para homens;
• Cerca de 11,5 xícaras (2,7 litros) de líquidos por dia para mulheres;

Essas recomendações abrangem líquidos provenientes da água propriamente dita, e de outras bebidas e alimentos. Cerca de 20% da ingestão diária de líquidos geralmente vem de alimentos e o restante de bebidas.

Como se manter propriamente hidratado?

Sua ingestão de líquidos provavelmente é adequada se você raramente sente sede e sua urina é incolor ou amarela clara. Um médico ou nutricionista pode lhe ajudar a determinar a quantidade de água ideal para você todos os dias.
Para evitar a desidratação e garantir que seu corpo tenha os líquidos de que precisa, faça da água a sua bebida preferida. Também é uma boa ideia beber um copo de água ou outra bebida sem calorias ou com baixas calorias em cada refeição e entre cada refeição. Beba água antes, durante e após o exercício. Beba água se estiver com fome. A sede é frequentemente confundida com a fome.

Embora incomum, é possível beber água demais. Quando os rins não conseguem excretar o excesso de água, o conteúdo de sódio no sangue é diluído (hiponatremia) – o que pode ser fatal. Atletas – especialmente se eles participam de exercícios longos ou intensos ou eventos de resistência – têm maior risco de hiponatremia. Em geral, porém, beber água demais ao ponto de causar problemas letais é algo muito raro em adultos saudáveis que seguem uma dieta média.

Fonte: Folha de Pernambuco.

Entenda se você tem direito e como será pagamento de auxílio de R$ 600


Agência Brasil

Foi publicada, em edição extra do Diário Oficial da União, na noite dessa quinta-feira (2), a lei que prevê o pagamento de uma renda básica emergencial no valor R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O texto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro com três vetos, mas nenhum altera o valor ou os critérios para participação no programa.

Também foi publicada no Diário Oficial a medida provisória (MP) que abre um crédito extraordinário de R$ 98,2 bilhões para financiar o programa. Os recursos serão repassados ao Ministério da Cidadania, responsável pela implementação da medida. A expectativa do governo é que o auxílio emergencial atenda a cerca de 54 milhões de pessoas.

Pagamentos
O pagamento do benefício será feito ao longo de três meses (três parcelas), com operacionalização final pelas redes dos bancos públicos federais: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB), além de casas lotéricas, após o cruzamento de dados para definir quem tem direito ao benefício. O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família.

Requisitos
Pelas regras em vigor da nova lei, terão direito a receber a renda básica as pessoas que atendam, de forma conjunta, aos seguintes critérios:

-Ser maior de 18 anos de idade;
-Não ter emprego formal ativo;
-Não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial, de seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família; 
-Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos;
-Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.
-Além disso, o beneficiário tem que se encaixar em um dos três perfis:
-Ser microempreendedor individual (MEI);
-Ser contribuinte individual do INSS (Instututo Nacional do Seguro Social);  
-Ser trabalhador informal, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020 ou que cumpra, nos termos de autodeclaração, o requisito de renda mensal per capita de até meio salários míimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Fonte: TV Jornal

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Cartórios de PE devem funcionar todos os dias durante pandemia, diz Corregedoria-Geral de Justiça


A Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) publicou, nesta terça-feira (31), um documento que regulamenta os serviços dos cartórios de registro civil de pessoas naturais de Pernambuco, durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o órgão, todos os estabelecimentos do estado precisam funcionar diariamente, para atendimento ao público.

Os serviços são realizados das 8h às 15h. De acordo com a orientação da CGJ, das 8h às 12h, o atendimento é voltado à emissão de certidões de nascimento e de óbito, bem como a realização de casamentos via teleconferência e outros serviços.

Das 12h às 15h, os cartórios de registro civil farão, exclusivamente, a emissão de certidões de óbito. As serventias extrajudiciais de notas e protestos permanecem em regime de trabalho remoto, ficando autorizado o atendimento presencial em casos urgentes.

A decisão publicada pela CGJ também determina que as pessoas incluídas no grupo de risco, que trabalham nos cartórios, deverão atuar em regime de trabalho remoto, "competindo aos delegatários estabelecer metas funcionais, monitorar seus atingimentos, relatar quais as pessoas que estão nessa situação e expedir relatório semanal à Corregedoria Auxiliar do Extrajudicial".

Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com a CGJ de Pernambuco pelo e-mail corregedoria@tjpe.jus.br ou pelo telefone (81) 3182.0605. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Fonte: G1 PE

Fábrica de álcool irregular é interditada em Paulista


Uma fábrica clandestina de álcool foi interditada na manhã desta terça-feira (31), em Paulista, Região Metropolitana do Recife. O estabelecimento, que não possuía licenças da Vigilância Sanitária ou do Corpo de Bombeiros, funcionava no bairro do Nobre e produzia álcool líquido 70% e álcool em gel - produtos em destaque pela pandemia do novo coronavírus. Segundo a Vigilância Sanitária municipal e estadual, o material irregular era revendido em todo o estado.

A história chegou até as autoridades por meio de denúncias. “Um dos denunciantes comprou em uma farmácia e achou estranha a viscosidade do álcool. Disse que tentou tocar fogo, para ver se pegava, e não pegou”, conta o coordenador de fiscalização do Procon de Paulista, Edi Cordeiro. Diante das queixas, equipes do Prefeitura de Paulista, do 17º Batalhão da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram até o estabelecimento verificar o caso.

O proprietário do local alegou que já tinha solicitado as licenças para funcionar, mas a fiscalização não encontrou nada que comprovasse isso. “Ele disse que vendia como álcool líquido comum e álcool de queima, para restaurantes. Negou que vendeu para farmácias, mas como a gente já encontrou o produto em farmácias e há muitas denúncias, não tem como garantir que não revendia”, explica a coordenadora da Vigilância Sanitária de Paulista, Edleuza Maria de Jesus.

O material era transportado em uma kombi e em um veículo vermelho, que se assemelha a uma ambulância. No momento da fiscalização, oito funcionários trabalhavam no fabrico do álcool, em condições consideradas insalubres e incompatíveis com a função, segundo a coordenadora. Foram apreendidos diversos materiais, dentre eles 1.872 litros de álcool líquido 70%, 246 recipientes de álcool em gel de 5 litros e um tambor de 1.000 litros de álcool líquido 96%. 

“O local foi interditado de imediato e, depois, será emitida uma multa. O dono também irá responder a todas as penalidades previstas na legislação”, acrescenta Edleuza. A PM levou o dono e os funcionários para prestarem esclarecimentos na Delegacia de Paulista. 

O gerente-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Maryson Bezerra, alerta a população para tomar cuidado com possíveis fraudes. “Temos informações de que esse produto estava sendo vendido em todo o território. A empresa não tem controle de qualidade, não tem boas práticas de fabricação. O produto pode ser danoso e quem adquiriu, deve descartá-lo”, adverte. Lojas que adquiriram o material para revenda podem, eventualmente, serem penalizadas.

“É difícil o consumidor identificar se um álcool é falsificado ou não. A rotulagem é muito atrativa e dá uma sensação que é verdadeiro. Na dúvida, faça uma consulta do nome da empresa no site da Anvisa ou da Vigilância Sanitária do seu município”, recomenda Maryson.

A reportagem tentou conversar com o proprietário da fábrica, que não quis se pronunciar. Também tentamos contato com o advogado do homem, Jorge Gustavo, mas até a publicação desta reportagem, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para posterior manifestação.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Idosa morre após cair em canaleta e moradores protestam em Olinda


Com sacolas de lixo e eletrodomésticos, moradores protestaram, nessa terça-feira (31), contra as diversas canaletas abertas na comunidade da Ilha do Rato, em Jardim Atlântico, Olinda, na Região Metropolitana do Recife.

Morte de idosa
De acordo com a população, no último domingo (29), uma idosa, de 73 anos caiu em um dos buracos, foi hospitalizada e morreu, na unidade de saúde, nessa terça-feira (30).

Denúncia
Ainda segundo os moradores, a Prefeitura de Olinda já foi procurada, mas a situação do local não muda.

Fonte: TV Jornal

terça-feira, 31 de março de 2020

Saiba como proteger as crianças durante pandemia de covid-19


O ineditismo de ações de isolamento e quarentena em meio à tentativa de contenção do novo coronavírus tem feito uma pressão adicional em muitas famílias que estão tentando equilibrar o trabalho – em casa ou na rua -, as tarefas de casa e o cuidado com as crianças afastadas da escola e das atividades esportivas ou sociais.

Em vídeo gravado com exclusividade para a Agência Brasil, a diretora de políticas públicas para a América Latina e o Caribe do International Centre for Missing & Exploited Children (ICMEC), Kátia Dantas, elenca uma série de recursos que podem ser usados por pais e mães para tentar diminuir o estresse no dia a dia. Manter a rotina e as tarefas regulares dentro do possível é uma das dicas.

Segundo a especialista, em momentos de estresse, é normal que a criança sinta maior necessidade dos pais, aumentando a exigência sobre eles. Para diminuir essa ansiedade, ela sugere conversas honestas com os pequenos, apropriadas para a faixa etária, sobre covid-19. É importante ainda ajudar as crianças a expressarem seus medos e ansiedades de forma positiva.

Para os adultos, ela reforça a necessidade de prestar atenção na saúde mental, o que vai contribuir de forma positiva também para o ambiente familiar. Ela sugere ainda a busca por informações em fontes fidedignas (imprensa, autoridades de saúde dos países e Organização Mundial da Saúde). Além disso, é importante também evitar o “bombardeio desnecessário” de notícias – concentrando a leitura em apenas um momento do dia.

A ICMEC é uma organização não governamental que atua, há mais de 20 anos, para erradicação do abuso e da exploração sexual de crianças, além do combate ao desaparecimento e sequestro de crianças no mundo inteiro.

Fonte: Folha de Pernambuco.

segunda-feira, 30 de março de 2020

Ministério da Saúde registra mais 4 mil casos de coronavírus e 136 mortes no Brasil


Em boletim divulgado para a imprensa, neste domingo (29), o Ministério da Saúde atualizou os números da pandemia de coronavírus no Brasil e,ao todo, são 4.256 casos confirmados da doença e 136 mortes. Além disso, a taxa de mortalidade é de 3,2%. No Estado de Pernambuco, são 73 casos confirmados e cinco mortes.

Veja dicas de prevenção contra o coronavírus
* Higienize as mãos

Lave suas mãos frequentemente com água e sabão ou com uma solução de álcool em gel.

Por quê? Esfregar as mãos ajuda a eliminar traços do vírus que podem estar presentes em lugares de uso comum.

* Mantenha distância social

Mantenha pelo menos um metro de distância de pessoas que apresentam tosse ou espirros constantes.

Por quê? A tosse e o espirro propagam pequenas gotas de secreção e saliva que podem conter vírus. Com a proximidade, a chance de respirar ou ter contato essas gotículas aumenta.

* Evite tocar os olhos, o nariz e a boca

Evite coçar, esfregar ou ter qualquer tipo de contato com as mucosas. Essas áreas têm contato direto com a corrente sanguínea e são mais sensíveis à presença de agentes de contaminação

Por quê? As mãos estão em contato constante com superfícies que podem ser vetores de transmissão de vírus e bactérias. Mantê-las longe das mucosas diminui a chance de ficar doente.

* Pratique higiene respiratória

Tenha boas práticas de higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço curvado ou com um lenço de tecido ou papel ao tossir e espirrar. Descarte ou higienize o material usado imediatamente.

Por quê? Gotículas de saliva e secreção são vetores do Covid-19. Evitar que outras pessoas entrem em contato com saliva contaminada evita não apenas o coronavírus, mas uma série de doenças respiratórias.

* Em caso de febre ou dificuldade respiratória, busque ajuda médica rapidamente

Não saia de casa se estiver com febre. Se os sintomas persistirem e caso haja dificuldade respiratória, busque atenção especializada imediatamente.

Por quê? Apesar de serem sintomas comuns, uma ação rápida pode evitar problemas mais sérios e o desenvolvimento de sintomas mais graves de infecções respiratórias.

* Uso de máscaras

Pessoas saudáveis, sem sintomas como febre, tosse ou espirros não precisam usar máscaras

Por quê? Apenas profissionais de saúde e pessoas que apresentem sintomas parecidos com os do novo coronavírus precisam usar máscaras. A função das máscaras é conter a propagação do vírus em quem já está infectado. A OMS recomenda o uso racional das máscaras.

* Fique bem informado e siga os procedimentos do Ministério da Saúde

Por quê? Autoridades nacionais e locais têm a informação mais atualizada sobre a situação de saúde na sua área. Tomar atitudes preventivamente ajuda o sistema de saúde a distribuir e compreender de maneira ágil a disseminação de qualquer doença.

Fonte: TV Jornal.

domingo, 29 de março de 2020

EUA batem recorde em número de casos e ultrapassam a China


Os Estados Unidos ultrapassaram a China em número de infectados por coronavírus nesta quinta (26). O país tem a maior quantidade de casos confirmados do mundo, ao registrar 83.836 pessoas com diagnóstico positivo, segundo a Universidade Johns Hopkins. Na China, são 81.782. Os EUA são o sexto em número de mortes -1.209 no total-, atrás de Itália, Espanha, China, Irã e França.

A alta de casos é puxada por cidades como Nova York e Nova Orleans, de acordo com a agência Reuters, e ocorre em meio a aumento de hospitalizações e redução de leitos e suprimentos para tratamento. Pelo menos um hospital novaiorquino iniciou um teste para compartilhar ventiladores entre dois pacientes.

Em Nova Orleans, acredita-se que a festa de Mardi Gras, espécie de Carnaval, tenha potencializado a transmissão do vírus em fevereiro. O governador da Louisiana projeta para 2 de abril a falta de ventiladores se o aumento de infecções não for contido.
Outras cidades norte-americanas também registram aumento de casos, como Detroit e Houston.

A pandemia tem gerado forte impacto na economia. Cerca de 3,3 milhões de americanos solicitaram subsídios de desemprego na semana passada.

Fonte: Folha de Pernambuco.

sábado, 28 de março de 2020

Médicos relatam medo e angústia com avanço da pandemia de Covid-19


A médica mineira Júlia Rocha, 36, completou na manhã desta sexta (27) o seu quinto plantão de 12 horas em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Belo Horizonte (MG). Ela diz que toda a equipe está no limite. "Num plantão normal, a gente já não almoça. Mas agora está num ritmo absurdo tão grande que a gente está deixando de tomar água para não precisar parar e ir ao banheiro."

Sua maior angústia é pensar na possibilidade de muita gente jovem e idosa morrer de Covid-19 por causa da sobrecarga e da falta de recursos dos serviços de saúde. "Não vai ter respirador, não vai ter oxigênio, não vai ter medicação. E não vai ter corpo clínico ou de enfermagem para atender todo mundo. O número de médicos, de enfermeiros, está longe de ser o ideal para o que nos avizinha."

Ao mesmo tempo, tem se assustado com o número de jovens que têm chegado com quadros de insuficiência respiratória."São pacientes jovens que tiveram que manter a rotina de trabalho mesmo com sintomas clássicos da Covid-19. Há também pessoas com comorbidades [outras doenças associadas] que chegam instáveis dos seus processos de doença antigos", diz a médica de família.

Em São Paulo, a médica Jéssica Leão, 29, que atende em uma UBS e em um hospital municipal, conta que tanto os profissionais de saúde quanto pacientes estão à flor da pele."O clima está o mais tenso possível, de pânico mesmo. As pessoas estão discutindo, estão brigando. Quase todo dia tem guarda municipal ou polícia na UBS. Nesta semana, atendi seis pessoas com transtorno de ansiedade muito importante. Estamos vivendo também uma pandemia de saúde mental."

Segundo ela, muitos profissionais de saúde estão com medo de se contaminar e levar coronavírus para casa. Leão também se queixa da falta equipamentos de proteção individual (EPIs)."Todos os meus colegas daqui e de outras regiões do país estão sofrendo com falta de máscaras, óculos, luvas, capotes descartáveis. A gente se expõe muito por conta disso. Eu mesmo estou usando máscaras que o meu marido arrumou para mim de outro hospital em que ele trabalha."

O médico Luis Vilela, 35, trabalha numa UBS em Apucarana e numa UPA de Londrina, ambas no Paraná. Nos dois serviços ele tem atendido pessoas com síndrome respiratória e vivido situações de muito estresse.

"Os funcionários estão com muito medo. Teve um dia que uma técnica de enfermagem me disse: 'Tem que pegar a veia mesmo? Não dá para dar dipirona via oral?'. Eu disse que não, o paciente estava muito desidratado'. Ela me olhou torto. As pessoas estão com receio do toque, do cuidar."

A preocupação de contágio não é só com a falta dos equipamentos. Júlia Rocha conta que após atender um paciente suspeito é preciso desinfetar todo o consultório.
"Estetoscópio, aparelho de pressão, termômetro, a maca em que o paciente sentou, o teclado e o mouse que a gente pegou, a impressora, enfim, tudo. Teoricamente, teria que ficar um tempo sem atender naquele local, mas não há consultório suficiente."

Os locais previstos para isolamento dos pacientes suspeitos também já não são mais suficientes. "O meu medo é que a gente não dê mais conta. Isso não está longe de acontecer, especialmente agora com essa mensagem para as pessoas voltarem às suas rotinas. A gente vai ter que negar atendimento para poder atender os casos mais graves."

O atendimento seria negado nos casos que não são considerados urgente mas que causam grande sofrimento ao paciente, como uma cólica renal. "Se não tem critério de gravidade, mesmo que o paciente esteja urrando de dor na nossa frente, vamos ter que negar atendimento porque estaremos com outro paciente grave precisando de um respirador. Isso me angustia muito. Do começo da semana para cá, eu sou uma outra pessoa, mas estou encarando tudo isso como uma missão de vida."

Júlia Rocha diz que, se fosse pensar só nela e em seus familiares, já teria desistido. "Minha vontade é de esperar 14 dias e reencontrar a minha família. Mas eu sei que eu não posso fazer isso. Faz uma semana que eu não vejo a minha filha e o meu marido, que estão na casa da minha mãe. Não quero fazer drama. Esse é um processo que precisa ser vivido."

Luis Vilela também se sente triste com a mudança da rotina. "Minha mulher, meu dois filhos pequenos, o cachorro, o gato, todos vinham me receber na porta quando eu chegava do trabalho. Agora eu tenho que afastá-los. Tiro a roupa logo que chego, vou direto para o banheiro. Só depois me permito dar um beijinho na cabeça das crianças e afagar os meus bichinhos. E vou vivendo a vida", diz ele, com a voz embargada.

INICIATIVAS DÃO SUPORTE EMOCIONAL
Há várias iniciativas em curso para dar suporte emocional a distância aos profissionais de funcionários da saúde durante a pandemia de coronavírus. Crises de ansiedade, ataques de pânico, luto e síndrome de burnout são os diagnósticos mais frequentes, segundo a psicóloga Christiane Valle, coordenadora de telepsicologia na empresa Conexa.

Valle diz que a maior aflição de todos é saber que, ao atender os pacientes, estão colocando suas vidas e as de seus familiares em risco. "A maior parte das empresas colocou seus funcionários em home office, mas para os profissionais de saúde essa possibilidade não existe. Eles estão à frente da batalha, atendendo os pacientes nos hospitais, coletando exames domiciliares, cuidando de casos graves e correndo riscos."

A psicóloga afirma que, ao ver um paciente grave, muitos desses profissionais temem que o mesmo aconteça com algum familiar no futuro. "Isso assusta muito. Além disso, alguns profissionais de saúde, por medo de contágio, pediram afastamento por meio de atestado. A carga de trabalho aumentou ainda mais."

Técnicas de meditação mindfulness e relaxamento para conseguir aliviar sintomas podem ajudar nessas horas. "A proposta é conseguir chegar no que está por trás de tudo isso que é o medo da morte", diz ela.

Médicos de família e comunidade lançaram uma série chamada Atrás da Máscara dentro do blog Causos Clínicos com relatos de profissionais que estão na linha de frente da pandemia de Covid-19.

Uma outra iniciativa é o SOS Apoio Emocional São Paulo, uma linha aberta e gratuita de ajuda psicológica não só para os profissionais de saúde, mas para qualquer pessoa que se se sentir em risco e precisa de suporte emocional neste momento. O telefone é o (11) 98863-0550. O horário é das 9h à meia noite.

A Sociedade Brasileira de Balint também está oferecendo grupos de suporte emocional gratuitos a profissionais de saúde durante a pandemia. "A ideia é tentar amenizar a situação e enxergar outras formas de lidar com isso tudo", diz Jéssica leão, secretária da entidade.

Michael Balint foi um psicanalista húngaro, que criou grupos terapêuticos voltados a profissionais de saúde discussões sobre a relação médico-paciente e experiências na prática clínica.


Fonte: Folha de Pernambuco.

Sodeca levanta falhas de abastecimento de água no sítio histórico para enfrentar pandemia


A Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca) está fazendo um levantamento junto aos moradores do sítio histórico de Olinda para conhecer os pontos críticos de abastecimento de água na região e pedir providências à prefeitura e à Compesa. Com a chegada da Covid-19, a preocupação com a chegada da água potável aos imóveis está ainda maior. Moradores reclamam da baixa frequência de abastecimento, da pouca pressão e, ainda, da qualidade das informações do calendário disponíveis no site da Compesa. Além disso, por conta das características dos imóveis antigos, os moradores têm pouca capacidade de armazenamento do produto.

“Os moradores vêm sofrendo com a falta de abastecimento há alguns meses e, agora, com a chegada do coronavírus, a gente está preocupado. Estamos fazendo um monitoramento para saber onde está faltando água e por quanto tempo. Ontem e hoje, por exemplo, chegou água em algumas ruas, mas faltou chegar em outras. Para a maioria, a água somente chega uma vez por semana. Além disso, o calendário da Compesa nem sempre bate com a chegada do líquido”, explica Natan Nigro, da Sodeca.

Segundo Natan, 90% dos imóveis não têm cisterna, portanto, têm pouca capacidade de acumular o produto. O território apertado também implica em casas com caixas d’água pequenas, de 500 litros, por exemplo. “Muitas casas são alugadas e os moradores precisam investir em reformas para melhorar essa condição. Muitos proprietários não se interessam no investimento”, explica Natan.

A produtora audiovisual Patrícia Mitidiero, 49 anos, tem uma caixa d’água com capacidade para 500 litros. Divide a casa, no Carmo, com uma mãe idosa e duas crianças. “A água chegou no final de semana inteiro. Mas de que adianta se não tenho capacidade para acumular? O resultado é que na terça-feira já estava sem água e tive que comprar R$ 50 de água mineral para não ficar sem o produto. Minha mãe é pessoa em risco para a doença. O certo era ter um pouco de água todos os dias.”

Patrícia também se queixa do calendário disponibilizado no site da Compesa. A produtora costuma consultar o serviço toda semana, mas o problema é que a informação nunca se aplica à realidade, diz. “No calendário avisa que vem hoje e amanhã, mas a gente nunca sabe. Às vezes, lavo roupa de madrugada para aproveitar a água. Já na semana passada, chegou dia sim, dia não.”

A professora Bruna Nunes, 31, divide a casa, no Varadouro, com uma irmã que tem doença crônica. “O calendário nunca é obedecido. O dia certo para chegar, segundo o calendário, é na quarta e na quinta, mas às vezes chega de sexta para o sábado. Ligo reclamando e dizem que tá tudo normal. Como sei que isso acontece sempre aqui, tenho uma cisterna de 4 mil litros para me prevenir.”

Segundo a Sodeca, o bairro do Varadouro, assim como Amparo e Bonfim, registram falta de água toda semana. “Aqui só chega água uma vez por semana e por poucas horas. No meu caso, era para ter chegado na quinta, mas chegou na madrugada de sexta”, disse Gabriel Rego, 38, produtor audiovisual e morador do Amaro Branco.  “Quando falta água aqui em casa é porque já sabemos que passamos uma semana sem abastecimento.”

Para a Sodeca, parte da solução seria liberar o produto com mais pressão para que chegue às caixas d'água e aumentar o tempo de água disponibilizada. O Alto do Serapião, por exemplo, na parte mais alta do bairro, os moradores contam que se abastecem, há anos, carregando baldes porque na região não chega água.

Segundo nota enviada pela Compesa, o ciclo de abastecimento no sítio histórico obedece a uma agenda de um dia com água para quatro dias sem. A companhia disse que está fazendo ajustes operacionais para identificar e melhorar a distribuição. “Por isso, nessa fase, é importante que os moradores avisem à Compesa pelos canais formais de atendimento quando a água não chegar na data prevista para que as equipes sejam enviadas ao local para os ajustes necessários. A Compesa lembra, ainda, que o abastecimento pode ser comprometido quando há necessidade de realização de serviços de manutenção emergencial, a exemplo de conserto de vazamentos e equipamentos”, diz a nota.

Quanto ao Alto do Serapião, a localidade, diz a Compesa, foi beneficiada com obras do Programa Olinda+Água, que visa melhoria no abastecimento de 15 bairros da cidade. “Uma nova rede foi implantada e, a partir de maio, serão iniciados os trabalhos para redução de perdas (controle da água produzida e distribuída, para que todos os moradores recebam água de forma igual).”

Fonte: Diário de Pernambuco.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Saiba o que é preciso fazer para receber R$ 600 do coronavoucher para trabalhadores informais


Trabalhadores informais podem receber um vale de R$ 600 durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Para mães que são chefe de família (família monoparental), a cota emergencial será paga em dobro, R$ 1.200. A medida foi aprovada na Câmara dos Deputados, na noite desta quinta-feira (26), e precisa ser ser apreciado pelo Senado para começar a valer. O benefício deve durar três meses, podendo ter período prorrogado pelo Executivo.

Forma de pagamento do auxílio
Segundo o projeto, o auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta do tipo poupança social digital.

Essa conta será aberta automaticamente em nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação de documentos e isenção de tarifas de manutenção. A pessoa usuária poderá fazer ao menos uma transferência eletrônica de dinheiro por mês, sem custos, para conta bancária mantida em qualquer instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central.

A conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e FGTS, mas não pode permitir a emissão de cartão físico, cheques ou ordens de pagamento para sua movimentação.

Se a pessoa deixar de cumprir as condições estipuladas, o auxílio deixará de ser pago. Para fazer as verificações necessárias, os órgãos federais trocarão as informações constantes em suas bases de dados.

O valor é maior que os R$ 300 que haviam sido avalizados pelo governo em meio às negociações dos últimos dias. Inicialmente, a equipe econômica havia proposto um benefício de R$ 200 mensais. Mesmo com o aceno do governo, o relator, deputado Marcelo Aro (PP-MG), tinha decidido incluir no texto o valor de R$ 500. Na última hora, ele anunciou um acordo fechado com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para elevar a R$ 600 o valor. "É a demonstração de que devemos dialogar, mesmo com divergências", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A matéria foi aprovada simbolicamente, sem a contagem dos votos, mas de forma unânime pela indicação dos partidos durante sessão virtual da Câmara. Nenhum destaque foi aprovado.

"Conseguimos esse avanço de R$ 500 por pessoa, podendo chegar a R$ 1 mil por família e quando a mulher for provedora, para garantir a dignidade da família. Por isso nosso apoio total ao projeto", afirmou o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP) no início da votação. "Esse é um dia histórico para o Parlamento brasileiro", afirmou o líder do PSB, Alessandro Molon (RJ).

Quem terá direito ao auxílio?
Para ter acesso ao auxílio, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

Ser maior de 18 anos de idade;
Não ter emprego formal;
Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
Renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e
Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.
A pessoa candidata deverá ainda cumprir uma dessas condições:

Exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);
Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou
Ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.

Será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem benefícios. Se o Bolsa Família já estiver contando como benefício, a pessoa poderá fazer a opção por um dos dois.

Já a renda média será verificada por meio do CadÚnico para os inscritos e, para os não inscritos, com autodeclaração em plataforma digital.

Na renda familiar serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Como o candidato ao benefício não pode ter emprego formal, o substitutivo lista o que entra neste conceito: todos os trabalhadores formalizados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e todos os agentes públicos, independentemente da relação jurídica, inclusive os ocupantes de cargo ou função temporários, de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração ou titulares de mandato eletivo.

Antecipação do pagamento
Para pessoas com deficiência e idosos candidatos a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de um salário mínimo mensal (R$ 1.045,00), o INSS poderá antecipar o pagamento do valor do auxílio emergencial até que seja avaliado o grau de impedimento no qual se baseia o pedido ou seja concedido o benefício. Essa avaliação costuma demorar porque depende de agendamento com médicos peritos e assistentes sociais do INSS.

Quando o BPC for concedido, ele será devido desde o dia do requerimento, e o que tiver sido adiantado será descontado.

De igual forma, o órgão poderá adiantar o pagamento do auxílio-doença, no valor de um salario mínimo mensal, durante três meses contados da publicação da futura lei ou até a realização da perícia pelo INSS, o que ocorrer primeiro.

Para ter direito a esse adiantamento, o trabalhador precisará ter cumprido a carência exigida para a concessão do benefício (12 meses de contribuição) e apresentar atestado médico com requisitos e forma de análise a serem definidos em ato conjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS.


O QUE PENSAM OS COMERCIANTES
Texto de Leonardo Spinelli, Renata Monteiro, Edilson Vieira e Juliana Sampaio

Comerciantes informais e ambulantes ouvidos pela reportagem do Jornal do Commercio até ouviram falar do voucher que o governo federal pretende dar para trabalhadores informais que não possuem qualquer outro tipo de benefício social e estão prejudicados pelo fechamento do comércio e a diminuição da circulação de pessoas nas ruas devido á pandemia de coronavírus. Mas muitos deles acreditam que o valor ainda é insuficiente. Na semana passada, a cifra anunciada foi de R$ 200 por mês; na quarta-feira (25), foi ampliada para R$ 300 mensais, mas, nessa quinta-feira (26), a Câmara dos Deputados aprovou um auxílio pecuniário ainda maior, de R$ 600. Os entrevistados também reclamaram da falta de informações sobre o processo de cadastramento e a demora na implantação do programa, que ainda depende de votação no Senado Federal.

“Vai ser bom se esse dinheiro chegar na minha mão. Mas isso não vai me tirar da rua, não”, sentenciou Lenivaldo Lucena, 41 anos. Na tarde de nessa quinta-feira (26) ele circulava pelo bairro de Casa amarela, na Zona Norte do Recife, com uma carroça cheia de frutas. “Olha só, num dia normal, a essa hora, a carroça já estaria vazia. Depois que o comércio fechou, as vendas caíram 80%”, diz abalado, mas confiante. “Tenho fé que isso vai acabar logo. Se não acabar, que o governo ajude a gente. Mas ajude deixando a gente ficar na rua, trabalhando”.

A poucos metros dali, Nídia Cristina tentava vender os produtos que comercializa há mais de cinco anos. Pipocas, doce de amendoim e água mineral que, segundo ela, tinham grande saída. “Só com a venda da água eu tirava R$ 60, R$ 70 por dia”, afirmou. Ela soube da ajuda que o governo pretende dar. Quando o JC conversou com Nídia, o valor havia subido de R$ 200 para R$ 300, o que já havia deixado a ambulante surpresa, mas ainda preocupada com o sustento dos filhos. “Se eu fosse viver disso meus meninos teriam que comer farofa”, disse ela, mãe de três crianças: 9 anos, 6 anos e 14 anos de idade. Ela reclama que as vendas caíram 99% desde que começou a quarentena. “Agora parece que todo dia é domingo”, diz Nídia, se referindo ao deserto em que as ruas se transformaram.

No bairro da Boa Vista, centro do Recife, José João do Nascimento, esperava a melhor hora do dia pra tentar vender seus produtos. Macaxeira, inhame e batata-doce. No fim da tarde, quando os funcionários dos poucos estabelecimentos comerciais ainda abertos – como farmácias e mercadinhos – largam, é que Seu João consegue vender alguma coisa. Sobre a ajuda prometida pelo governo federal ele diz que tomou conhecimento. “Mas cadê esse dinheiro? Quando esse negócio começar já se acabou tudo”, afirmou João, dizendo que só a conta de luz que tem para pagar até o próximo dia 2 de abril é de R$ 189.

Walson José da Silva era outro dos poucos comerciantes que circulavam pela Avenida Conde da Boa Vista vendendo frutas. Ele duvida que o voucher do governo chegue a todos que precisam. “Você lembra como era a calçada do Shopping Boa Vista? Cheia de camelôs do começo ao fim. E no resto da cidade também. É muita gente desempregada. Esse povo todo vai ter direito?, indaga Wallace. Ele disse que vive do comércio de rua “desde menino”, tentou trabalhar com carteira assinada mas não gostou. Agora, prefere desobedecer a ordem de ficar em casa a não levar dinheiro para a família, formada pela esposa grávida e uma filha pequena. “O comércio fechou, mas os bancos não. Os boletos continuam chegando. E se o governo quisesse ajudar mesmo o pobre, mandava os cartões de crédito suspenderem a cobrança por três meses”, diz.

Pernambuco libera R$ 1,4 milhão para pessoas em vulnerabilidade social
O Governo de Pernambuco divulgou nesta quinta-feira (26) novas ações da Campanha Pernambuco Solidário contra o coronavírus. Desta vez a estratégia visa fortalecer as ações com foco nas pessoas em vulnerabilidade social, como os moradores de rua. Será liberada uma verba de R$ 1,4 milhão para 184 municípios e o distrito de Fernando de Noronha. Além disso, canais para doação de mantimentos estão sendo abertos para aqueles que desejarem colaborar.

Atualmente há 240 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no Estado que não recebem o Bolsa Família, e mais de três mil pessoas em situação de rua. Na campanha serão implantados pontos de cuidado com estrutura para atender a 360 pessoas em situação de rua por dia, durante todos os dias da semana, pela manhã, à tarde e à noite.

Os pontos de cuidado serão instalados no Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Esses locais terão estruturas para que as pessoas possam tomar banho, lavar roupas e receber kits de alimentação e de higiene, além de panfletos informativos com foco na prevenção ao coronavírus. O objetivo da ação é garantir alimentação e itens de higienização, para reduzir a possibilidade de contágio e transmissão.

No Recife, a estrutura vai funcionar no Armazém 14, e nos demais municípios ainda serão definidos. Todos os pontos de cuidado terão recepção, área de espera para banho, banheiros com chuveiros, pias para lavagem de roupa e área de alimentação. As pessoas receberão roupas para usar enquanto lavam as suas.

Além dos pontos de cuidados, a verba liberada pelo governo de Pernambuco será usada para cofinanciamento na concessão de benefícios eventuais para todo o Estado. As ações serão coordenadas pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ) e de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas (SPVD).

Doações podem ser feitas

Foram montadas duas estratégias para arrecadar doações. Elas podem ser feitas em depósito em dinheiro na conta corrente da organização sem fins lucrativos Porto Social. Também será possível realizar a doação de alimentos, água mineral, produtos de higiene pessoal e de limpeza.

As doações de mantimentos devem ser comunicadas ao número 0800-081-4421 ou através do WhatsApp (81-98494-1969). Será necessária uma quantidade mínima de 50 quilos de alimentos ou produtos de higiene e limpeza, ou 50 litros de água mineral, para ser feita a coleta, por razões de logística.

Doações em dinheiro:

Associação Incubadora Porto Social - CNPJ 25.087.812/0001-47

Banco Bradesco – número 237)

Agência 1164

Conta corrente: 50.071-2

Doações de alimentos, água, produtos de higiene e material de limpeza:

• 0800 081 4421

• 81-98494 1969 (WhatsApp)

Ação nas comunidades carentes

Através de uma parceria com a Central Única das Favelas em Pernambuco (Cufa-PE) será feita a distribuição de panfletos e cartazes nas comunidades pobres do Estado, além de contar com dois mobilizadores sociais por favela. A ação procura atingir as comunidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho e Paulista, todas da Região Metropolitana. Estes municípios que concentram 97% das favelas do Estado.

Os cidadãos que estiverem fora do grupo de risco e desejarem oferecer sua força de trabalho voluntário, poderão se inscrever via internet, pela plataforma Transforma Recife, no endereço www.transformarecife.com.br.

Fonte: Jornal do Comercio.