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O número de casos de contaminação por leptospirose cresceu 35% no ano de 2017, em comparação ao ano anterior. Entre os dias 1° de janeiro e 30 de dezembro de 2017, 801 pessoas foram diagnosticadas com a doença, contra 591 registros em 2016. O número de mortes também aumentou de 19 em 2016 para 24 em 2017.
“A leptospirose é uma bactéria que penetra pela pele, proveniente da urina de rato, cães, animais de grande porte que ao urinar nos ralos, nas ruas, a água lava e remove essa urina. A bactéria tem o formato de um saca-rolha. Ela tem a penetração ativa na pele, mesmo que a pele esteja sem qualquer tipo de ferimento”, explica o médico infectologista Edimilson Migowski, diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O professor lembra que o risco de contrair a doença e a gravidade aumentam conforme a pessoa fica mais tempo exposta à água contaminada ou à lama. A recomendação é se proteger, usando luvas e botas de borracha ou sacos plásticos, além de fazer uma boa higiene logo depois da exposição à água. Migowski ressalta que, nos pés, os sacos devem ser usados como meias, com o sapato por cima, para evitar qualquer contato da pele com a água suja.
Manifestação
De acordo com o médico, a leptospirose se manifesta cerca de uma semana depois da exposição à água contaminada e a doença pode ser branda, se confundindo com uma gripe, podendo chegar a infecções graves. “A leptospirose se manifesta com uma febre alta, dor no corpo, dor muito forte, dor muscular, também os olhos ficam amarelados. Essa bactéria se confunde um pouco com a hepatite, mas ela pode dar lesão pulmonar, lesão renal e levar para uma pneumonia grave, além de insuficiência renal, a ponto da pessoa precisar de hemodiálise para poder se manter vivo”.
Como o diagnóstico pode se confundir com o da hepatite A, Migowski destaca a importância de a pessoa informar ao médico se manteve contato com água sujas e de inundações. Ele alerta também que o tempo de manifestação dos sintomas é diferente, indo de 15 a 50 dias, no caso da hepatite A, e de uma a duas semanas, no caso de leptospirose.
Fonte: TV Jornal

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