Fernando Melo/Cortesia
A loja Maçônica de Itamaracá iniciou um trabalho na tentativa de resgatar as memórias do lugar
“O local poderia servir de museu, retratando essa importante página da origem do nosso Estado. São relatos que ainda seguem desconhecidos e podem não chegar às próximas gerações”, afirma o historiador Fernando Melo. Segundo ele, a casa fica bem no centro da rota chamada de caminho dos holandeses, no Sítio Chacon. Utilizada como acesso ao Forte Orange, é alvo de constante visitação de turistas. “Sempre realizo excursões com meus alunos, sem perder a oportunidade de parar e contemplar o lugar. As paredes estão tomadas pelo mofo e infiltrações, sendo difícil até de identificar”, denuncia.
A loja Maçônica de Itamaracá iniciou um trabalho na tentativa de resgatar as memórias do lugar. Em 2011, foi aprovada a data de 10 de julho como Magna no município, em referência à morte do religioso, que era líder maçom e pároco local. “Temos acompanhado a destruição dos elementos históricos, assim como a evasão de moradores. O sentimento que fica é o de total esquecimento”, afirma o mestre da ordem, Ricardo Cabral. Segundo ele, o problema se une a vários outros existentes na Ilha. “O próprio Forte, invadido bravamente pelo vigário, ainda não abriu as portas para a população”, critica.
Procurada pela Folha, a Fundarpe informou que já articula uma reunião com a Secretaria de Turismo de Itamaracá para tratar do assunto. Ainda não existe calendário definido. Conforme o órgão, a ideia é de construir uma proposta arquitetônica e assim captar recursos.
História
O padre Pedro de Sousa Tenório contribuiu para o desenvolvimento pastoral e a agricultura, sendo considerado um mártir. Ele foi enforcado, teve a cabeça decepada, as mãos cortadas, o corpo amarrado a um rabo de cavalo e arrastado pelas ruas da cidade.
O padre Pedro de Sousa Tenório contribuiu para o desenvolvimento pastoral e a agricultura, sendo considerado um mártir. Ele foi enforcado, teve a cabeça decepada, as mãos cortadas, o corpo amarrado a um rabo de cavalo e arrastado pelas ruas da cidade.
Fonte: Folha de Pernambuco

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